Finzemeius


A água faz correnteza
Mas a mágoa não gera gentileza
A régua que dá certeza
Não traz a trégua que se põe na mesa
A falésia da natureza
Faz comédia de rara beleza
A égua que se preza
Não dá a seu dono o dom da reza

O frio que dá na espinha
É o calafrio que se avizinha
O arrepio da pele minha
Vem do assobio da jovenzinha

Na espreita da oportunidade
A suspeita da incredulidade
Onde se deita a meia verdade
Não repousa a sinceridade
Lá se ajeita a deslealdade
E se deleita a falsidade
E quem aceita a mediocridade
Também rejeita a honestidade

No calor da emoção
O ardor da discussão
No torpor de uma paixão
O esplendor da traição
O redentor do coração
É o suor da oração
No vigor do seu tesão
Um falso amor sem ter perdão

O final que é sempre certo
Não dá paz a quem está perto
Acabando-se na morte
Ainda jaz a pura sorte
O caminho que se trilha
Nunca é o da partilha
A mudança, o medo e a ilha
Salvação pra quem é forte
Na esperança de uma filha

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