Silêncios ensurdecedores

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Pode ser no elevador, no táxi compartilhado ou numa sala de espera qualquer. As pessoas não se conhecem até então, portanto mal se olham, como se fosse proibido. É melhor olhar pro espelho ou ainda mexer no indispensável inseparável celular a soltar aquele bom (?) e velho comentário sobre o tempo lá fora.

Não se espera que nesses momentos iremos engatar um papo filosófico sobre a origem do universo ou algo que o valha, mas durante esses breves espaços de tempo a sensação é de um certo incômodo, quase um constrangimento. E mesmo não havendo nenhuma obrigação de diálogo algum, a impressão é que esse é apenas mais um sintoma da nossa grande capacidade de sermos indiferentes aos nossos semelhantes, como podemos constatar em momentos  muito mais sérios do que estes.

O silêncio pode ser tão válido quanto o som, sem nenhum juízo de valor, mas porquê tanta dificuldade em termos conversas triviais de um jeito natural e espontâneo? Esse não seria um bom exercício de convívio, sem maiores pretensões?

Os grandes feitos começam nas pequenas atitudes. Se clamamos por pessoas mais humanas e menos individualistas, puxar aquele papo no cotidiano ajuda a não alimentar o excesso de “eu comigo mesmo” que tanto criticamos atualmente. O que acham disso?

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