Rótulos, pra quê?

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“Ah, ele fez isso, logo é aquilo”, “ela não fez aquilo, logo é do tipo de pessoa XYZ”. Quem nunca passou por essa situação de rotular os outros ou ser rotulado por causa de uma situação qualquer? Todos os dias isso acontece em todo o lugar, sem distinção e muitas vezes é até inconsciente. Mas porque tantas conclusões precipitadas, tanta necessidade de rotular as pessoas?

Vivemos no mundo da velocidade, onde decisões rápidas e superficiais são tomadas a todo momento. Não queremos investir um tempo maior, se aprofundar nos assuntos com calma, ouvir diferentes pontos de vista e aí sim chegar em alguma ideia melhor fundamentada.

Chega a ser engraçado até: estamos tendo tantas oportunidades de nos sentirmos livres em nossas escolhas, sem precisar nos enquadrarmos em um estereótipo A, B ou C. Então porque continuamos colocando os outros nesses mesmos quadros pré-montados dos quais queremos nos livrar?

Fazendo isso, estamos cultivando um tipo de “fofoca permanente”, baseado apenas numa interpretação da realidade, sem ter aquela empatia básica com o outro lado. Tem uma frase que resume bem isso: “todos estão vivendo uma batalha da qual você não sabe nada a respeito, portanto, seja gentil”. Ou seja, não estamos na pele do outro, não temos suas sensações, seu histórico, suas perspectivas e pontos de vista, e o conjunto de tudo isso é o que direciona as nossas ações, ou a falta delas. O quanto estamos mutuamente nos prejudicando por causa disso? Rotulando, julgando, concluindo e tomando decisões com base nesses enquadramentos desnecessários? 

Nossas gerações tem questionado cada vez mais os modelos tradicionais de trabalho, família, relacionamentos e de sociedade em geral, os quais geralmente aprendemos com nossos pais. Desta forma, se algo nos parece fora desses modelos, temos mais é que comemorar, é sinal que talvez aquilo já não faça mais sentido hoje em dia, precisamos evoluir, povo!

Tomara que deixemos de lado essa abordagem perigosa de rótulos e tenhamos uma postura de cultivar mais paciência e entendimento e tal como um círculo vicioso, todos temos a ganhar.

E você, o que acha disso tudo?

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